Nenhum dos 12 grandes é rebaixado em só 2% dos cenários. O mais provável é caírem dois, algo que aconteceu uma única vez desde 2006.
Quem mexe no simulador logo percebe: é quase impossível montar um campeonato em que nenhum grande seja rebaixado. Em 98% das temporadas que simulamos, pelo menos um dos 12 grandes termina no Z-4. Em só 2% todos escapam: um cenário a cada 48.
Os 12 são os quatro do Rio (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo), os quatro de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), os dois de Minas (Atlético-MG e Cruzeiro) e a dupla Gre-Nal.
Dois grandes é o resultado mais provável
Em 63% dos cenários, dois grandes caem juntos. Um só cai em 34%. Três ou mais caindo é raro, 1% dos cenários. Na média, são 1,6 grandes na Série B do ano que vem.
A lista de candidatos é curta: Grêmio (66%), Internacional (50%) e Corinthians (36%). Bem atrás aparecem Vasco da Gama (5%), Botafogo (4%) e São Paulo (1%). Santos, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Atlético-MG e Cruzeiro ficam abaixo de 1%.
Por que é tão difícil todo mundo escapar
Quem olha as chances de cada clube separadamente tende a fazer uma conta simples: Grêmio se salva em 34%, Internacional se salva em 50% e Corinthians se salva em 64%, e assim por diante. Multiplicando tudo, a chance de nenhum grande cair daria 10%.
A conta certa é cerca de cinco vezes menor, porque as vagas não são independentes. São quatro lugares no Z-4, e dois já estão praticamente ocupados: Chapecoense (>99%) e Remo (99%). Sobram dois. Quando o Grêmio escapa, quase sempre é porque outro time ficou para trás, e os candidatos mais fortes a ficar para trás são justamente os outros grandes ameaçados.
Para nenhum grande cair, não basta Grêmio, Internacional e Corinthians se salvarem ao mesmo tempo. É preciso que outros dois times terminem atrás de todos eles.
Os cenários mais prováveis
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Os desfechos mais frequentes nas temporadas simuladas: exatamente estes grandes rebaixados, e nenhum outro. A última linha soma todos os demais desfechos, que podem ser abertos logo abaixo da tabela.
O cenário mais provável, com 27%, é a queda de Grêmio e Internacional. A dupla Gre-Nal caindo junta, que acontece em 27% das simulações, seria inédita: Grêmio e Internacional nunca foram rebaixados no mesmo ano.
Seria o pior ano dos grandes desde 2006
Desde 2006, primeiro ano do Brasileirão com 20 clubes e quatro rebaixados, foram 20 temporadas. Em 11 delas pelo menos um grande caiu, pouco mais da metade. Até aqui, o rebaixamento de um grande era quase cara ou coroa. Neste ano, é quase certeza.
Dois grandes caíram juntos uma única vez: em 2020 (Vasco da Gama e Botafogo). Em 2013, Fluminense e Vasco da Gama terminaram dentro do Z-4, mas a punição do STJD à Portuguesa tirou o Fluminense da zona.
O Vasco da Gama é o grande que mais caiu no período, quatro vezes (2008, 2013, 2015 e 2020). Botafogo caiu duas vezes (2014 e 2020). Corinthians (2007), Palmeiras (2012), Internacional (2016), Cruzeiro (2019), Grêmio (2021) e Santos (2023) caíram uma vez cada.
As duas últimas temporadas terminaram sem nenhum grande rebaixado. Para que isso aconteça pela terceira vez seguida, o campeonato precisa terminar dentro daqueles 2%.
Números de 12/10/2026, após a 30ª rodada, a partir das temporadas simuladas pelo modelo do Data Brasileirão. As chances mudam a cada rodada. Os rebaixamentos de 2006 a 2025 seguem a classificação final oficial de cada ano, já com as punições do STJD.